Toda vez que o país entra em ciclo eleitoral, a mesma pergunta chega ao atendimento: "vale a pena fechar agora ou espero passar?"

É uma pergunta legítima, e merece uma resposta honesta em vez de uma previsão. Este texto explica como o cenário macroeconômico realmente chega ao preço de um projeto de marcenaria, o que o histórico mostra sobre câmbio em anos eleitorais e — o mais importante — o que de fato protege quem está decidindo.

Adiantando a conclusão: ninguém sabe para onde vai o dólar. Quem diz que sabe está vendendo alguma coisa.

O que o histórico realmente mostra

Existe uma crença difundida de que o dólar sobe depois de eleição. Os dados não confirmam isso.

Nas três últimas disputas presidenciais, o comportamento foi diferente em cada uma: em 2014 a moeda subiu após o pleito; em 2018 caiu antes dele, recuando de forma expressiva entre o pico de setembro e o dia seguinte ao segundo turno; em 2022 fez os dois movimentos e ainda reagiu ao período de transição. Logo após o primeiro turno de 2022, o dólar caiu enquanto a Bolsa teve uma das maiores altas do ano.

Levantamentos que comparam a janela de campanha de 2006, 2010, 2014 e 2018 mostram variações de um dígito, ora de valorização, ora de desvalorização do real.

O padrão que existe não é de direção — é de volatilidade. Analistas identificam picos de oscilação entre abril e julho, quando o mercado começa a precificar o risco eleitoral, e uma segunda rodada de instabilidade durante a campanha. Mas a direção depende de fatores que ninguém controla: choques globais, eventos domésticos inesperados, discussão fiscal, e a diferença entre o que as pesquisas indicavam e o que as urnas mostraram.

Ou seja: a incerteza é real. A previsão, não.

Como o câmbio chega ao preço de um móvel planejado

Aqui vale desfazer outro mal-entendido. Câmbio não se converte em preço de marcenaria na proporção que muita gente imagina.

O que é majoritariamente nacional: os painéis. O Brasil é um grande produtor de MDF e MDP, e a chapa — que é o maior item de custo de um projeto — vem de indústria nacional. Isso amortece bastante o impacto cambial direto.

O que tem componente importado ou dolarizado: parte das ferragens e mecanismos de linha premium, alguns acessórios, insumos químicos usados em resinas e revestimentos, e itens complementares como eletrodomésticos embutidos.

O que é indireto: energia, combustível e logística, que respondem a câmbio e a preço internacional de commodities com defasagem.

O resultado prático é que uma variação cambial não se traduz em variação equivalente no orçamento de uma cozinha. Ela chega diluída, parcial e com atraso — geralmente por reajustes de tabela dos fornecedores ao longo de meses, não de um dia para o outro.

Qualquer afirmação de que um projeto vai custar o dobro depois de determinada data não encontra respaldo em nenhum histórico do setor.

O fator que costuma pesar mais: demanda

Curiosamente, o efeito mais visível em anos de eleição não costuma vir do câmbio, e sim do comportamento das pessoas.

Períodos de incerteza tendem a fazer parte dos consumidores adiar decisões de investimento maior. Depois que a incerteza se dissipa — independentemente do resultado — essa demanda represada volta ao mercado de uma vez.

Quando isso acontece, dois efeitos aparecem: prazos de produção esticam, porque as fábricas recebem uma concentração de pedidos, e as condições comerciais promocionais ficam menos frequentes, porque a demanda espontânea reduz a necessidade de campanha.

Isso é o oposto de uma previsão de preço. É uma observação sobre fila e disponibilidade — e é um argumento honesto que não depende de adivinhar economia.

O que realmente protege quem está decidindo

Aqui está o ponto central deste texto.

A proteção contra volatilidade não é acertar o timing. É fechar com preço travado em contrato.

Quando você assina um projeto de móveis planejados com valor fixo e prazo definido, o que acontece com câmbio, tabela de fornecedor ou custo de insumo entre a assinatura e a entrega deixa de ser problema seu. O risco passa para a empresa. É isso que um contrato com preço fixo significa, e é a única forma real de imunidade contra oscilação.

Por isso, se o cenário macro te preocupa, a pergunta útil não é "o dólar vai subir?". É:

Um contrato que responde às quatro perguntas te protege muito mais do que qualquer tentativa de prever o mercado.

Como decidir sem adivinhar

Uma forma racional de resolver a dúvida, sem depender de cenário:

1. O projeto é necessário agora? Reforma em andamento, mudança marcada, imóvel novo, ambiente que já não funciona. Se sim, adiar por especulação macroeconômica raramente compensa — você paga com meses de desconforto por uma economia que pode nem existir.

2. O projeto é desejável, mas não urgente? Aí o critério deveria ser financeiro pessoal — sua capacidade de pagamento e suas outras prioridades — e não a leitura de cenário eleitoral.

3. Você tem prazo de obra a cumprir? Considere que a produção leva tempo. Se há data de mudança, o cálculo é de cronograma, não de câmbio.

4. Existe condição comercial boa disponível agora? Uma condição concreta na mesa vale mais que uma previsão. Compare o que existe hoje com o que você teria que apostar que existirá depois.

O que este texto não é

Não é recomendação de investimento nem previsão econômica. Não temos como saber o que vai acontecer com o câmbio, com a inflação ou com as tabelas do setor nos próximos meses — e desconfie de quem afirmar que sabe, especialmente se estiver vendendo algo.

O que dá para afirmar com segurança é o que está sob controle: o que está escrito no seu contrato.

Feche com clareza, não com pressa

Na Casa Nova Italínea, o projeto é desenvolvido e apresentado em 3D antes de qualquer aprovação, com especificação detalhada, valor definido e prazo em contrato. A conversa sobre condições comerciais acontece depois que você viu exatamente o que vai receber.

Se você está avaliando o momento de fechar, fale com a Casa Nova Italínea pelo WhatsApp e peça para ver as condições que estão valendo hoje, com prazo e valor por escrito. A equipe da Loja Botânico atende Porto Alegre e região.